COMO CULTIVAR COGUMELO EM CASA [TUTORIAL]

COMO CULTIVAR COGUMELO EM CASA TUTORIAL

12 de outubro de 2021
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ÍNDICE

Cogumelos, cultive em casa

Cultivo de Pleurotus ostreatus para principiantes

O mundo dos fungos

Acredita-se hoje que existam cerca de 200.000 espécies diferentes de fungos, distribuídos na natureza nos diferentes ambientes. São numerosos os cogumelos úteis ao homem. Entre eles, citam-se diversos fungos produtores de antibióticos, sendo o mais conhecido o Penicillinum chrysogenum, produtor da penicilina.

Os fungos fermentadores têm importante papel na fabricação de pães, queijos, vinhos e cervejas. Mas a grande e fundamental importância dos fungos na natureza é o papel de decompositor.

Eles crescem sobre a matéria orgânica, restos de vegetais e animais, assimilando-os e transformando-os em substâncias mais simples para serem absorvidos pelos vegetais, permitindo assim a reciclagem dos elementos da natureza.

É um trabalho que nos passa desapercebido, mas sem ele a recirculação dos elementos da natureza estaria prejudicada, dificultando todas as outras formas de vida.

Pleurotus ostreatus – histórico

O Pleurotus é um cogumelo que pode ser encontrado praticamente em quase todo o mundo, sendo frequentemente também nas matas brasileiras. Seu modo de vida é como decompositor de matéria vegetal, principalmente de madeira e, portanto, é facilmente encontrado em troncos velhos junto à mata nativa em lugares sombreados.

No início do século passado, era realizada uma forma de cultivo rústica, à base de troncos de madeiras colocados em florestas.

No final da década de 50, inicia-se os primeiros experimentos á base de serragem como substrato para o cultivo e, no início da década de 60, é que se começou a usar a palha na produção em massa.

É conhecido pelos orientais como Hiratake e, no caso de cogumelos colhidos menores e crescimento sob condições de menos iluminação, tem sido denominado como Shiimeji.

Etapas do Cultivo

  • 1. Conservação das sementes
  • 2. Escolha do vegetal para o composto
  • 3. Processamento e montagem dos substratos
  • 4. Pasteurização
  • 5. Inoculação da semente
  • 6. Indução térmica
  • 7. Frutificação e predadores
  • 8. Colheita e conservação

1. Conservação das sementes

O nosso processo de cultivo inicia-se a partir da semente já inoculada, pressupondo que os iniciantes já tenham comprado a semente de um produtor idôneo. A conservação das sementes na geladeira deverá ser de no máximo 3 meses, não devendo ser congelada.

A espécie Pleurotus ostreatus-roseus, não deverá nunca ser armazenada em geladeira e sim usada o mais breve possível, pois esse fungo é sensível ao frio continuo. Apesar de poder conservar em geladeira, o ideal é que o inóculo em sementes de cereais seja usado o quanto antes, pois o seu envelhecimento causa a liberação de metabólitos do próprio fungo que serão prejudiciais a ele mesmo, enfraquecendo-o, podendo ainda favorecer o aparecimento de competidores dentro do frasco. O aparecimento de competidores (fungos, bactérias,etc) inviabiliza o uso posterior dessa semente para inoculação dos compostos ou outros frascos.O ideal é adquirir somente a quantidade de sementes suficiente para uso imediato.

2. Escolha do substrato para o composto: folha seca de bananeira

As folhas de bananeiras utilizadas devem ser colhidas quando ainda estiverem presas ao caule da planta, porém não devem estar úmidas e nem verdes. Para que possam ser usadas como substrato, as folhas devem estar totalmente secas (ao apertar as folhas elas se quebram com facilidade). As folhas devem ter aspecto sadio e cor clara, não devendo estar contaminadas com fungos (folhas com aspecto escuro). Não coletar diretamente do chão (folhas caídas), a fim de que se minimize a contaminação por micro-organismos presentes no solo.

3. Processamento e montagem dos substratos

Picar as folhas em um picador, triturador ou simplesmente cortá-las com tesoura em pedaços que fiquem em torno de 3cm, para facilitar o manuseio e enchimento dos sacos.

Umedecer as folhas picadas, mergulhando-as em água fria não clorada por pelo menos 4h.

Escorrer as folhas molhadas, deixando-as sobre um estrado/tela em local sombreado até que escorra todo o excedente de água.

O substrato ideal tem que ter aproximadamente 70% de umidade. Na prática, ao apertar o substrato na mão, não pode escorrer água pelos dedos, somente apenas pequenas gotas.

Para aumentar a produtividade, caso se utilize outro substrato que não a folha de bananeira, pode-se acrescentar farelo de arroz ou soja na quantidade de 10 a 20%. Para regular o pH do substrato pode-se acrescentar 2% de carbonato de cálcio ou 4% de cal hidratada. O pH ideal do composto deve estar por volta de 6,0.

Material usado para montagem dos sacos com substrato:

– Tesoura

– TNT (não-tecido)

– Saco plástico (polietileno) resistente à fervura

– Elástico

– Pedaços de 4 cm de cano de 50mm

– Pedaços de bambu (servirá de guia para as sementes após a pasteurização)

A montagem do substrato

A. Preencha o saco plástico com a folha de bananeira picada e umedecida, mantendo o bambu bem no centro. O cumprimento do bambu irá variar de acordo com a altura do preenchimento do saco.

B. Passe o plástico por dentro do cano plástico, abra para fora e puxe para baixo.

C. Coloque o pedaço de TNT sobre o plástico e o cano e prenda com o elástico.

D. O substrato está pronto para ser levado para a pasteurização.

4. Pasteurização

A pasteurização é o tratamento térmico feito pela passagem de vapor de água através do substrato. Seu objetivo é eliminar os micro-organismos presentes no substrato. Geralmente estes micro-organismos competidores ou patogênicos da cultura morrem quando expostos à temperatura superior a 55°C por mais de 12 horas.

Não há nenhum padrão obrigatório de tempo e temperatura de pasteurização. De modo geral, os tratamentos variam de intervalos de 55 a 90°C e de 5 a 96 horas. A pasteurização sugerida será feita pelo vapor da água fervente numa temperatura que pode variar de 80 a 90°C no intervalo de 5 a 6 horas.

Estrado de metal

Para acomodação dos substratos no tonel utilizamos dois estrados de metal são acomodados nas duas partes superiores. É importante que o estrado não encoste nas paredes do tonel, pois isso poderia superaquecer o plástico do substrato, fazendo-o derreter.

Tonel pasteurizador

É um tonel de metal de 200 litros, com tampa e grampo. Usamos também borracha para vedação da tampa no tonel, uma válvula de água (2,5 cm de diâmetro – medida interna) e epoxi para prendê-la na tampa.

Montagem do substrato no tonel

Coloque água até que atinja um pouco menos de 1/3 da altura do latão.

Distribua os sacos dentro dos estrados, sempre deixando alguns centímetros entre eles, assim como um espaço livre no centro, para circulação do vapor quente.

Na foto ao lado utilizei dois protetores de ventilador industrial comprados em ferro-velho e bem no centro coloquei um tijolo de 6 furos para facilitar a passagem do vapor e também para que os sacos não caiam para o lado.

Tempo de fervura

O tempo que estipulei como ideal para fazer uma boa pasteurização, com um mínimo de contaminação, foi de 5 a 6 horas com uma temperatura interna em torno dos 80 a 90ºC. Ao final desse tempo suspenda o fogo e aguarde que pare de sair vapor pela válvula.

Para abrir o tonel, que ainda vai estar muito quente, utilize luvas de couro ou sintéticas bem reforçadas como as da foto ao lado.

5. Inoculação da semente

Após a fervura, retire os substratos e deixe-os esfriarem na sombra em lugar ventilado. Na inoculação do substrato, poderá haver risco de contaminação por esporos, então feche todas as janelas, prenda os cabelos e lave as mãos e o material a ser usado com álcool. Tudo terá que ser feito rapidamente em ambiente sem ventilação e com materiais esterilizados.

Uma corrente de calor ascendente ajuda para que os esporos do ambiente não entrem no saco. Para conseguir esta corrente de calor ascendente utilize um bico-de-bunsen ou faça a transferência da semente perto do bico do fogão aceso. Quando a temperatura interna atingir uma média de 25°C retire o elástico, o TNT e o bambu e nesse espaço coloque as sementes.

A quantidade de sementes a ser colocada nos sacos é o equivalente a 0,5% a 2% do peso do substrato. Exemplo: se o substrato pesa 2 kg a quantidade de semente a 2% será 40g. O excesso de sementes pode aumentar a produção de gás carbônico e retardar o crescimento. Feche tudo novamente e o substrato está pronto. Daí pra frente é só colocar os substratos em local escuro e com ventilação moderada que a natureza faz o resto. A temperatura ideal para que o micélio espalhe-se pelo substrato é de 24°C com uma umidade de 80 a 95%. O tempo para que o cogumelo se espalhe pelo substrato varia de 20 a 35 dias, dependendo as condições de umidade e temperatura externa.

6. Indução térmica

Quando perceber que o saco está tomado por uma “teia” branca (micélio) e já se passou em torno de 30 dias é hora de acordá-lo com um choque térmico numa temperatura de 10 a 15°C. Deixe o substrato dentro da geladeira por 24h e depois é só abri-lo que o cogumelo brotará em 7 dias.

Apesar de recomendado por especialistas, hoje em dia não faço mais este processo, apenas deixo que a temperatura mais fria de uma determinada noite ou que uma mudança brusca natural na temperatura ambiente faça isso e tem funcionado muito bem. Após a indução térmica, alguns cortes em formato de “X” terão que ser feitos com um estilete ao redor do substrato. Faça estes cortes procurando sempre aproximá-los das concentrações de micélios. O micélio concentrado tem a aparência que lembra ricota.

7. Frutificação e predadores

A frutificação é o momento em que os predadores mais gostam de atacar. Entre eles está uma mosquinha que gosta de botar os ovos debaixo do chapéu para que suas larvas se alimentem do cogumelo. Outro predador é um besouro marrom que come o cogumelo, mas este é o que menos lhe trará problemas, pois é só retirá-los e colher os chapéus para o consumo.

 

 

 

 

Para se proteger destes pilhadores indesejáveis você pode usar uma telinha fina ou tecido tipo mosquiteiro ao redor dos substratos, impedindo a passagem de invasores. Na foto ao lado aparece uma mini-estufa plástica para proteger o substrato da luz direta e da entrada de insetos.

Uma estante de metal ou madeira, localizada em lugar sombreado e coberta por um mosquiteiro é um ótimo lugar para a frutificação.

Tabela para ambientação dos substratos:

Corrida micelial – Temperatura: 24°C – Umidade relativa: 85 a 95% – Duração desta fase: 15 a 30 dias – Troca de ar: pouca – Luz: não precisa

Indução dos primórdios – Temperatura: 10 a 15°C – Umidade relativa: 95 a 100% – Duração desta fase: 24h – Troca de ar: moderada – Luz: iluminação indireta

Frutificação – Temperatura: 10 a 21°C – Umidade relativa: 85 a 90% – Duração desta fase: 4 a 7 dias – Troca de ar: moderada – Luz: iluminação indireta Número de frutificações: Podemos ter de 3 a 4 frutificações (com intervalos entre elas de 7 a 14 dias) por um período total de 45 a 55 dias.

8. Colheita e conservação

Os cogumelos devem ser colhidos antes que as suas bordas comecem a enrolar para cima. Para sua segurança, principalmente se for alérgico e estiver em ambiente fechado, utilize durante a colheita uma máscara de papel ou de gaze.

O cogumelo é um produto muito perecível, podendo, quando deteriorado, causar problemas de saúde. Não consuma cogumelos com aparência ruim, murchos ou fungados.

A sua conservação deve ser feita em geladeira, dentro de sacos de papel e não de plástico, como é habitual. Este procedimento evita apodrecimentos. Os cogumelos também podem ser desidratados ou ainda congelados.

Com o tempo e a prática, você pode aprimorar seu espaço e construir estufas plásticas com telas, utilizar exaustores, umidificadores e até mesmo ar-condicionado, mas isto já é outra história e deixo para aqueles que apreciam o cultivo de precisão.

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Gardel dos Santos Silveira – www.sitiocurupira.wordpress.com

Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução desde que seja citado como fonte: Gardel dos Santos Silveira ( http://www.sitiocurupira.wordpress.com ).

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Esquema para pasteurização com 1 ou 2 latões.

pasteorizador01

 

pasteorizador02

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Fontes para pesquisa

cultivo de cogumelosLivro: Cultivo de Cogumelos Comestíveis – Vera Bononi, Maria Capelari, Rosana Maziero e Sandra Trufem – Editora Ícone.

Site: Cogumelo Hobby – http://www.cogumelohobby.bravehost.com/

 

 

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Galeria de fotos

pleurotus poster

Hiratake – Pleurotus ostreatus

Espécie comestível muito conhecida, cresce em camadas ou prateleiras nos troncos de árvores mortas, com chapéu marrom-acinzentado, amarelo, rosa ou branco. Na natureza ocorre nos meses de verão outono e inverno. É excelente para comer e é cultivado comercialmente. O tamanho de seu chapéu varia de 3 a 7 cm de diâmetro, seu caule é muito pequeno, sua carne é grossa e com um cheiro agradável de cogumelo silvestre. É um dos cogumelos mais fáceis de cultivar em casa.

amarelo

Mini-estufa para proteção de ataque de insetos e incidência de luz

 

 

 

 

colhendo

Pleurotus cinza

 

 

 

 

 

 

colheira de amarelo

Pleurotus amarelo

 

 

 

 

 

brotos de pleorotus

Pleurotus germinando

 

 

 

 

 

shimeji-2

Shimeji escaneado, pois nesta época não tínhamos máquina digital

 

 

 

 

 

tronco

Colheita de Pleurotus cultivado em tronco de madeira, técnica descrita no livro Cultivo de Cogumelos Comestíveis.

 

 

 

 

 

 

 

Pleurotus4

Pleurotus rosa encontrado em tronco velho de embaúba aqui no sítio

 

 

 

 

 

 

ostreatus cinza

Pleurotus cinza

 

 

 

 

 

 

mushrooms

 

 

guia pratico

Livros para identificação de cogumelos na natureza.

 

Agaricus_15-03-06 001

Espécie de Agáricus comestível colhido nocampo de braquiária aqui no sítio

 

 

 

 

 

 

SimoneAgaricus15-03-06 010

Mesma espécie anterior

 

 

 

 

 

 

Cogumelo1413

Agaricus com o chapéu aberto, 200 gramas.

 

 

 

 

 

 

 

boletus

Espécie de Boletus não identificado achado aqui no sítio

 

 

 

 

 

 

 

 

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O mundo dos fungos

VolumeMagic-Mushroomb

Acredita-se hoje que existam cerca de 200.000 espécies diferentes de fungos, distribuídos na natureza nos diferentes ambientes. São numerosos os cogumelos úteis ao homem. Entre eles, citam-se diversos fungos produtores de antibióticos, sendo o mais conhecido o Penicillinum chrysogenum, produtor da penicilina.

Os fungos fermentadores têm importante papel na fabricação de pães, queijos, vinhos e cervejas. Mas a grande e fundamental importância dos fungos na natureza é o papel de decompositor. Eles crescem sobre a matéria orgânica, restos de vegetais e animais, assimilando-os e, transformando-os em substâncias mais simples para serem absorvidos pelos vegetais, permitindo assim, a reciclagem dos elementos da natureza. É um trabalho que nos passa desapercebido, mas sem ele a recirculação dos elementos da natureza estaria prejudicada, dificultando todas as outras formas de vida.

Micologista Paul StametsRecentemente com o desenvolvimento da biotecnologia, muitos fungos estão sendo estudados visando sua aplicação na decomposição de resíduos industriais e de difícil degradação e no tratamento de esgoto. Veja o vídeo “Talks Paul Stamets em 6 maneiras para salvar o mundo com cogumelos” onde o Micologista Paul Stamets lista 6 maneiras pelas quais os micélios fúngicos podem ajudar a salvar o mundo: limpando o solo poluído, fazendo inseticidas, tratando varíola e até gripe. Assistam com legenda em português no site da TED.

O livro Mycelium Running explora o poder digestivo dos micélios – estruturas filamentosas que correspondem à parte subsuperficial dos cogumelos – para reforçar a sustentabilidade do ambiente ao mesmo tempo em que gera uma enorme gama de benefícios biológicos. Micélios reciclam carbono, nitrogênio, e outros elementos essenciais à medida que decompõe resíduos animais e vegetais para formar novas camadas de solo. Paul Stamets explora e exemplifica como os micélios conseguem degradar moléculas de hidrocarbonetos – componente básico em muitos poluentes. Dessa forma, quando um solo contaminado com óleo diesel, por exemplo, é inoculado com esporos de cogumelo ostra, os componentes tóxicos do óleo são removidos em apenas 8 semanas, sem deixar rastros nem mesmo nos próprios cogumelos. Idioma: Inglês
Para adquirir este livro acesse o site da Livraria Tapioca http://www.livrariatapioca.net/

De um modo geral os fungos são pouco conhecidos pelos brasileiros. Nossos índios utilizavam algumas poucas espécies na alimentação ou com fins medicinais. Designavam os fungos por nomes diferentes: o termo urupê, em tupi-guarani, designa cogumelo e os vocábulos urupê-tinga, urupê-piranga etc. referem-se a fungos distintos mostrando que os índios tinham alguma noção de taxonomia. Esse conhecimento e muitos outros dos indígenas, foi praticamente perdido e não faz parte da cultura brasileira atual à utilização de cogumelos como alimento.

Vídeo – O Mundo Secreto dos Jardins – Fungos

boletus-14488Outros povos, em outros paises, apresentam maior atração por esses organismos. São populações ditas micófilas. Em muitos paises europeus são comuns excursões às matas para coleta de cogumelos utilizados na preparação de pratos, em finais de semana ou férias.

Nas Américas, os mexicanos, principalmente os de origem indígena, colhem fungos silvestres que são vendidos nas feiras e mercados. São utilizados tanto como alimento, como por suas propriedades terapêuticas ou ainda em cerimônias religiosas.

makennaPara os gregos e romanos, a origem dos fungos era um mistério. Ficavam maravilhados com o aparecimento dos fungos, uma vez que não apresentavam sementes. Acreditavam que alguns fungos, como as trufas, eram produzidos pelos trovões ou ainda, os relacionavam a entidades mágicas, como os duendes e bruxas.

Fonte da pesquisa: Cultivo de Cogumelos Comestíveis, Editora Ícone.

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