Arte Visionária? To Maluco..! Sinta-se Fora da Casinha! Com exemplos e imagens.

O que é arte visionária - h.r. giger
O que é arte visionária - h.r. giger
O que é arte visionária - h.r. giger
O que é arte visionária - h.r. giger
To doido! Sabe quando você ta muito louco e vê várias paradas coloridas e malucas? Arte visionária é a que transmite essa experiência mística

O que é Arte Visionária e por que ela é importante na História da Arte:

O que é Arte Visionária? O que é ENOC?

Arte Visionária é entendida como um processo criativo, onde a produção está condicionada às experiências de estados não ordinários de consciência ou ENOC.

Ela tem como propósito transcender o mundo físico, retratar visões que muitas vezes incluem temas espirituais e místicos ou, pelo menos, ligada a essas experiências.

Isso na verdade não é novo, muitas culturas ancestrais e movimentos artísticos do passado já retratavam essa experiência psicodélica.

A Arte Visionária na atualidade não defende um novo estilo específico, é possível encontrar artistas visionários amadores e sem nenhum treinamento acadêmico, como os naïfs (Arte naïf é um conceito que designa artistas autodidatas que desenvolvem uma linguagem pessoal e original de expressão. Wikipedia), ou muito técnicos e de grande destreza e virtuosismo similar aos hiper-realistas.

(veja aqui no Wikipédia o que é Hiper-realismo).

Ela pode usar materiais convencionais de pintura e desenho, ou então todos os tipos de inovações tecnológicas da fotografia, cinema e computação.

A maioria dessas expressões psicodélicas são figurativas, mas tem vários artistas que trabalham com formas abstratas ou uma mescla de ambas.

Veja um exemplo: No vídeo abaixo o artista HULA (Sean Yoro)

Nesta fase, é comum surgir figuras e padrões geométricos. Em seguida, passa-se por mais dois estágios, sendo que o segundo aparece formas icônicas que estão ligados tanto ao repertório quanto ao estado psicológico do indivíduo no momento. Quando atinge o terceiro, há relatos de ver espirais, vórtices e túneis. Assim, vai imergindo cada vez mais na experiência.

Quem é Pablo Amaringo?

O pintor peruano Pablo Amaringo, por exemplo, é um artista visionário que possui várias obras que impacta e impressiona o observador, como pode ver a seguir.

Existem muitos conceitos e definições para os diversos estilos de arte existentes, desde os tempos mais remotos e a alguns anos o termo arte visionária vem ganhando espaço no meio artístico.

Mas o que é arte visionária?

Vamos entender a etimologia da palavra, arte compreendemos que é toda forma de expressão que utilizamos de forma subjetiva para diversos fins e visionária vem de visão, de ver, o visionário é aquele que vê alem, que busca respostas e conhecimentos alem dos que a maioria das outras pessoas buscam.

Poderiamos dizer que os primeiros artistas visionários foram os primeiros homens das cavernas e os diversos xamãs das mais variadas culturas, que se utilizavam da arte não como estética, mas sim como forma de passar uma mensagem aos outros de sua comunidade, uma forma de trazer a presença dos espíritos guardiões, de espantar os maus espíritos e de despertar naquele que observa tal expressão artística, sentidos adormecidos e outras formas de conhecimento que não pelo racional, mas sim através do intento, da vibração e energia que envolve aquela arte.

O artista visionário mergulha em seu interior ou empreende uma viagem ao mundo espiritual e outras dimensões paralelas em busca de respostas, em busca de orientação para guiar o seu caminho e de uma maior compreensão dos mistérios da vida, em busca da cura de alguma determinada doença, em busca de auto conhecimento, para entrar em contato com os espíritos da natureza, entre tantos outros motivos e quando retorna a nossa realidade comum, transfere essa informação em alguma forma de expressão artística para compartilhar com os demais, esse seria o papel dos xamãs dentro das tribos.

Mas o fato do artista visionário empreender estas jornadas não faz dele um xamã, pois se ele não tem uma compreensão mínima a respeito de si próprio (autoconhecimento), ele pode fazer essas jornadas e ao invés de trazer um conteúdo que possa contribuir para com os demais com clareza, ele acaba por compartilhar seus fantasmas e sua própria perturbação mental e confusão, o que pode por vezes trazer mais confusão do que clareza pra quem as observa.

A arte visionária hoje em dia, esta intimamente ligada a experiências psicodélicas seja por meio de drogas sintéticas na qual talvez a mais conhecida seja o LSD ou através das plantas de poder, também conhecida como plantas mestras, no Brasil a mais conhecida é a ayahuasca, utilizada em rituais entre os nativos da região Amazônica e difundido por religiões como o Santo Daime, União do Vegetal (UDV), Barquinha entre outras, assim como os nativos de outras regiões do globo possuem suas plantas específicas de acordo com o clima e necessidades de cada região e cultura.

Uma diferença muito grande ao meu ver entre a droga sintética e as plantas de poderes é que, enquanto uma foi sintetizada pelo homem a outra vem pronta pela mão da própria Mãe Natureza, bastando ao homem apenas aprender seu preparo e uma forma segura e mais adequada de utilizá-la (ritualisticamente), mas em outra oportunidade falaremos mais nesse assunto, evidenciando alguns detalhes importantes sobre esta questão.

Fato é que, para ser artista visionário a pessoa não precisa se utilizar de plantas de poderes ou de drogas, ela pode acessar esse mesmo universo através da meditação, da oração, de sonhos, de projeções astrais, de estados alterados consciência através dá música, da dança, de cheiros entre tantos outros meios.

A qualidade da obra não está apenas na sua estética, mas sim no conteúdo expresso, que vai alem do resultado final da obra, pois ele começa na sensibilidade e intento do artista, no alcance de sua consciência e na qualidade da vibração no momento em que a obra foi feita ou expressa.

Podemos perceber que a arte visionária não é nada nova, a não ser o seu conceito, pois como vimos ela talvez tenha sido uma das primeiras expressões artísticas do ser humano.

Rodrigo Ecosss

(Aqui coloco um texto muito legal retirado na íntegra do site Ecos da Natureza)

Quem é H. R. Giger?

Hans Rudolf Giger ganhou o Oscar de melhores efeitos especiais em 1980 com o cineasta inglês Ridley Scott.

Foi o criador do monstro alienígena no filme americano “Alien”.

Um artista plástico suíço com obras no campo da pintura, escultura, design de comunicação e de interiores e cinema. Ligado a corrente do surrealismo e da arte fantástica, H.R. Giger (como é conhecido no mundo da Arte) cedo se destacou pela sua técnica extrema na utilização do aerógrafo em detrimento do pincel, e, pela sua temática trabalhada nos limites de horror e do erotismo.

Com a utilização da aerografia – técnica muito utilizada pelos pintores hiper-realistas norte-americanos -, conduziu a arte do fantástico para um patamar técnico superior, criando cenários e ambientes “ultra-realistas” incomuns, quase palpáveis. Destas obras destacam-se “masterpieces” como “Birthmachine” de 1967 e “The Spell I” de 1973, entre outras.

Sempre inovador, viria posteriormente a desenvolver inúmeras obras em 3D e mesmo novos processos plásticos, como a utilização de fotocopiadoras xerox como método de obter novos grafismos.

Giger foi autor de um dos mais conhecidos cenários e “monstros” da história do cinema, o Alien, cujo primeiro filme, da saga – no qual trabalhou -, lhe proporcionou um Oscar de melhores efeitos visuais. É dos autores mais copiados e plagiados da Arte Contemporânea.

Nascimento: 5 de fevereiro de 1940
Coira, Grisões, Suíça.

Morte: 12 de maio de 2014 (74 anos)
Zurique, Zurique, Suíça

(fonte: Wikipedia)

Site oficial do H. R. Giger

A arte visionária de H. R. Giger ficou marcada no clássico filme de ficção científica “Alien: o oitavo passageiro”(1979), do cineasta Ridley Scott, que durante a pré-produção, buscava inspiração para criar a imagem do personagem extraterrestre Alien. Giger assinou  tanto criação do personagem quanto aspectos visuais do longa-metragem.

Quem é Antar Mikosz?

A Arte Visionária é a arte produzida sob estados ou, pelo menos, sob a inspiração dos Estados Não Ordinários de Consciência (ENOC).

(Mikosz, 2015, Do livro “Arte Visionária”, p. 105)

Outra definição que uso e está no meu blog:

“A Arte Visionária é o resultado de experiências de expansão de consciência retratadas plasticamente”

O PRIMEIRO MANIFESTO DA ARTE VISIONÁRIA – L. CARUANA

Conchylia Peccatum Mundi - Antar Mikosz

Artista transmídia, professor adjunto 4 da Unespar/Embap. Membro do CIEBA da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL). Conselheiro Jurisdicional da Universidade Rose+Croix Internacional (URCI). Faz parte do Quadro do Conselho da Wasiwaska – Centro Internacional de pesquisas sobre Consciência, Plantas Psicointegradoras e Arte Visionária. Membro do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP) e do Instituto iNeuroPsi. Pesquisador em Arte e Estados Não Ordinários de Consciência (ENOC) – Arte Visionária e Psicodélica.

Site oficial do Antar Mikosz

Quem é Alex Grey?

Arte Visionária é a tradução ou transmissão dos vislumbres do artista na imaginação divina. Eu acho que a forma mais alta de arte visionária é aquela que transmite a experiência mística que o artista visionário pinta dos reinos transcendentais a partir da observação, é isso que faz uma nova arte sacra.

Site do Alex Grey

Alex Grey Twitter

Quem é Allyson Grey?

Arte Visionária é uma arte que provém das visões interiores de um artista.

Allyson Gray, é uma pintora conceitual abstrata e co-fundadora do CoSM, Chapel of Sacred Mirrors, há muito tempo é mentora e influenciadora do movimento contemporâneo de Arte Visionária.

Site da Allyson Grey

Arte Visionária | Reverendo Albert Lee Wagner, detalhe: Fuja do Egito-Moisés, Partindo o Mar Vermelho, presente de Pat Handal

A arte visionária, conforme definida para os propósitos do American Visionary Art Museum, refere-se à arte produzida por indivíduos autodidatas, geralmente sem treinamento formal, cujas obras surgem de uma visão pessoal inata que se revela mais importante no próprio ato criativo.

Museu Americano de Arte Visionária


Arte Visionária | Ernst Fuchs' Moses and the Burning Bush

Tentar apresentar o espiritual e o místico, e entender que a criatividade e as imagens produzidas são pontes entre o mundo inferior e o superior, é a principal preocupação da arte visionária. Como tal, pode-se definir os desenhos e pinturas híbridos de animais e humanos encontrados nas paredes das cavernas, a antiga arte xamânica ou as máscaras rituais da cultura africana como alguns dos primeiros exemplos de arte visionária.

Silka P. – WideWalls


Torna-se um visionário por uma desordem longa, imensa e racional dos sentidos.

Rimbaud


Arte Visionária | O Ancião dos Dias definindo uma Bússola para a Terra

A Arte do Visionário tenta mostrar o que está além dos limites da nossa visão. Através do sonho, do transe ou de outros estados alterados, o artista tenta ver o invisível – atingindo um estado visionário que transcende nossos modos regulares de percepção.

Manifesto da Arte Visionária


Arte Visionária | Arte Beta

Todos artistas são visionários. Quase todos fazem arte “doidão”…

Faraóh (Arte Beta)

A arte visionária e a Ayahuasca: representações visuais de espirais e vórtices inspiradas nos estados não ordinários de consciência (ENOC)

Título: A arte visionária e a Ayahuasca: representações visuais de espirais e vórtices inspiradas nos estados não ordinários de consciência (ENOC)

Autor: Mikosz, José Eliézer

Resumo: Os Estados Não Ordinários de Consciência, ENOC, induzidos especialmente por alguns tipos específicos de agentes psicoativos, como a ayahuasca, propiciam visões, tratadas aqui também como mirações. Nos estágios iniciais da experiência, essas mirações geralmente são formadas por padrões luminosos geométricos simétricos, ziguezagues, treliças, teias e espirais, entre outros. Em estágios mais avançados, essas imagens podem se transformar em objetos e cenários diversos, onde a influência cultural exercerá importante papel. Padrões visuais análogos encontram-se em obras artísticas, desde as pinturas rupestres pré-históricas, o que possibilita inferir que sua produção esteja, de algum modo, associada aos ENOC. Com efeito, esses mesmos padrões visuais são encontrados em obras indígenas e de artistas da atualidade que usam essa categoria de psicoativo. As mirações dos ENOC são muitas vezes consideradas experiências de natureza espiritual ou mística, já que são sentidas como vivências genuínas de um “outro mundo”, que só podem ser traduzidas para “este mundo” – o mundo objetivo, material, do dia-a-dia – de forma descritiva e simbólica. Dentre as diversas imagens que podem aparecer nas mirações, o trabalho investigou as espirais e os vórtices e estudou alguns dos significados que costumam ser atribuídos a esses elementos, assim como algumas transformações e adaptações que eles podem passar, dependendo da cultura local. Foram coligidos ainda alguns exemplos da presença das espirais e vórtices na natureza, na ciência e na história da arte, com o intuito de evidenciar a forte influência que essas imagens podem ter sobre a imaginação, o conhecimento e a produção artística.

Descrição: Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas

URI: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/92737

Data: 2009


 

PDF

264312.pdf – 11.22Mb – PDF – https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/92737/264312.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Psicologia, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, como requisito à obtenção do título de Bacharel em Psicologia pela graduanda Isadora Nogueira Risso. Orientadores: Prof. Ms. Viviane Tetu e Prof. Dr. Luiz Fernando Ribeiro.

Baixar PDF: “A Noite Estrelada” de Vincent van Gogh: Um estudo sobre arte e psicologia analítica.

Temos uma pequena coletânea de imagens da Revista High Art.

Leia a matéria completa com algumas Imagens Transcendentais aqui.

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