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Arte Visionária? To Maluco..! Sinta-se Fora da Casinha! Com exemplos e imagens.

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21 de abril de 2021




ÍNDICE

O que é Arte Visionária e por que ela é importante na História da Arte:

O que é Arte Visionária? O que é ENOC?

Arte Visionária é entendida como um processo criativo, onde a produção está condicionada às experiências de estados não ordinários de consciência ou ENOC.

Ela tem como propósito transcender o mundo físico, retratar visões que muitas vezes incluem temas espirituais e místicos ou, pelo menos, ligada a essas experiências.

Isso na verdade não é novo, muitas culturas ancestrais e movimentos artísticos do passado já retratavam essa experiência psicodélica.

A Arte Visionária na atualidade não defende um novo estilo específico, é possível encontrar artistas visionários amadores e sem nenhum treinamento acadêmico, como os naïfs (Arte naïf é um conceito que designa artistas autodidatas que desenvolvem uma linguagem pessoal e original de expressão. Wikipedia), ou muito técnicos e de grande destreza e virtuosismo similar aos hiper-realistas.

Ela pode usar materiais convencionais de pintura e desenho, ou então todos os tipos de inovações tecnológicas da fotografia, cinema e computação.

A maioria dessas expressões psicodélicas são figurativas, mas tem vários artistas que trabalham com formas abstratas ou uma mescla de ambas.

Veja um exemplo. No vídeo abaixo o artista HULA (Sean Yoro):

Nesta fase, é comum surgir figuras e padrões geométricos. Em seguida, passa-se por mais dois estágios, sendo que o segundo aparece formas icônicas que estão ligados tanto ao repertório quanto ao estado psicológico do indivíduo no momento. Quando atinge o terceiro, há relatos de ver espirais, vórtices e túneis. Assim, vai imergindo cada vez mais na experiência.

Quem é Pablo Amaringo?

O pintor peruano Pablo Amaringo, por exemplo, é um artista visionário que possui várias obras que impacta e impressiona o observador, como pode ver a seguir.

Existem muitos conceitos e definições para os diversos estilos de arte existentes, desde os tempos mais remotos e a alguns anos o termo arte visionária vem ganhando espaço no meio artístico.

Mas o que é arte visionária?

Existem muitos conceitos e definições para os diversos estilos de arte existentes, desde os tempos mais remotos e a alguns anos o termo arte visionária vem ganhando espaço no meio artístico.

Vamos entender a etimologia da palavra, arte compreendemos que é toda forma de expressão que utilizamos de forma subjetiva para diversos fins e visionária vem de visão, de ver, o visionário é aquele que vê alem, que busca respostas e conhecimentos alem dos que a maioria das outras pessoas buscam.

Poderiamos dizer que os primeiros artistas visionários foram os primeiros homens das cavernas e os diversos xamãs das mais variadas culturas, que se utilizavam da arte não como estética, mas sim como forma de passar uma mensagem aos outros de sua comunidade, uma forma de trazer a presença dos espíritos guardiões, de espantar os maus espíritos e de despertar naquele que observa tal expressão artística, sentidos adormecidos e outras formas de conhecimento que não pelo racional, mas sim através do intento, da vibração e energia que envolve aquela arte.

O artista visionário mergulha em seu interior ou empreende uma viagem ao mundo espiritual e outras dimensões paralelas em busca de respostas, em busca de orientação para guiar o seu  caminho e de uma maior compreensão dos mistérios da vida, em busca da cura de alguma determinada doença, em busca de auto conhecimento, para entrar em contato com os espíritos da natureza, entre tantos outros motivos e quando retorna a nossa realidade comum, transfere essa informação em alguma forma de expressão artística para compartilhar com os demais, esse seria o papel dos xamãs dentro das tribos.

Mas o fato do artista visionário empreender estas jornadas não faz dele um xamã, pois se ele não tem uma compreensão mínima a respeito de si próprio (autoconhecimento), ele pode fazer essas jornadas e ao invés de trazer um conteúdo que possa contribuir para com os demais com clareza, ele acaba por compartilhar seus fantasmas e sua própria perturbação mental e confusão, o que pode por vezes trazer mais confusão do que clareza pra quem as observa.

A arte visionária hoje em dia, esta intimamente ligada a experiências psicodélicas seja por meio de drogas sintéticas na qual talvez a mais conhecida seja o LSD ou através das plantas de poder, também conhecida como plantas mestras, no Brasil a mais conhecida é a ayahuasca, utilizada em rituais entre os nativos da região Amazônica e difundido por religiões como o Santo Daime, União do Vegetal (UDV), Barquinha entre outras, assim como os nativos de outras regiões do globo possuem suas plantas específicas de acordo com o clima e necessidades de cada região e cultura.

Uma diferença muito grande ao meu ver entre a droga sintética e as plantas de poderes é que, enquanto uma foi sintetizada pelo homem a outra vem pronta pela mão da própria Mãe Natureza, bastando ao homem apenas aprender seu preparo e uma forma segura e mais adequada de utilizá-la (ritualisticamente), mas em outra oportunidade falaremos mais nesse assunto, evidenciando alguns detalhes importantes sobre esta questão.

Fato é que, para ser artista visionário a pessoa não precisa se utilizar de plantas de poderes ou de drogas, ela pode acessar esse mesmo universo através da meditação, da oração, de sonhos, de projeções astrais, de estados alterados consciência através dá música, da dança, de cheiros entre tantos outros meios.

A qualidade da obra não está apenas na sua estética, mas sim no conteúdo expresso, que vai alem do resultado final da obra, pois ele começa na sensibilidade e intento do artista, no alcance de sua consciência  e na qualidade da vibração no momento em que a obra foi feita ou expressa.

Podemos perceber que a arte visionária não é nada nova, a não ser o seu conceito, pois como vimos ela talvez tenha sido uma das primeiras expressões artísticas do ser humano.

(Credito desde texto: Ecos da Natureza)

Quem é H. R. Giger?

Hans Rudolf Giger ganhou o Oscar de melhores efeitos especiais em 1980 com o cineasta inglês Ridley Scott.

Foi o criador do monstro alienígena no filme americano “Alien”.

Um artista plástico suíço com obras no campo da pintura, escultura, design de comunicação e de interiores e cinema. Ligado a corrente do surrealismo e da arte fantástica, H.R. Giger (como é conhecido no mundo da Arte) cedo se destacou pela sua técnica extrema na utilização do aerógrafo em detrimento do pincel, e, pela sua temática trabalhada nos limites de horror e do erotismo.

Com a utilização da aerografia – técnica muito utilizada pelos pintores hiper-realistas norte-americanos -, conduziu a arte do fantástico para um patamar técnico superior, criando cenários e ambientes “ultra-realistas” incomuns, quase palpáveis. Destas obras destacam-se “masterpieces” como “Birthmachine” de 1967 e “The Spell I” de 1973, entre outras.

Sempre inovador, viria posteriormente a desenvolver inúmeras obras em 3D e mesmo novos processos plásticos, como a utilização de fotocopiadoras xerox como método de obter novos grafismos.

Giger foi autor de um dos mais conhecidos cenários e “monstros” da história do cinema, o Alien, cujo primeiro filme, da saga – no qual trabalhou -, lhe proporcionou um Oscar de melhores efeitos visuais. É dos autores mais copiados e plagiados da Arte Contemporânea.

Nascimento: 5 de fevereiro de 1940
Coira, Grisões, Suíça.

Morte: 12 de maio de 2014 (74 anos)
Zurique, Zurique, Suíça

(fonte: Wikipedia)

Site oficial do H. R. Giger

A arte visionária de H. R. Giger ficou marcada no clássico filme de ficção científica “Alien: o oitavo passageiro”(1979), do cineasta Ridley Scott, que durante a pré-produção, buscava inspiração para criar a imagem do personagem extraterrestre Alien. Giger assinou  tanto criação do personagem quanto aspectos visuais do longa-metragem.

Quem é Antar Mikosz?

A Arte Visionária é a arte produzida sob estados ou, pelo menos, sob a inspiração dos Estados Não Ordinários de Consciência (ENOC).

(Mikosz, 2015, Do livro “Arte Visionária”, p. 105)

Outra definição que uso e está no meu blog:

“A Arte Visionária é o resultado de experiências de expansão de consciência retratadas plasticamente”

O PRIMEIRO MANIFESTO DA ARTE VISIONÁRIA – L. CARUANA

Conchylia Peccatum Mundi - Antar Mikosz

Artista transmídia, professor adjunto 4 da Unespar/Embap. Membro do CIEBA da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL). Conselheiro Jurisdicional da Universidade Rose+Croix Internacional (URCI). Faz parte do Quadro do Conselho da Wasiwaska – Centro Internacional de pesquisas sobre Consciência, Plantas Psicointegradoras e Arte Visionária. Membro do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP) e do Instituto iNeuroPsi. Pesquisador em Arte e Estados Não Ordinários de Consciência (ENOC) – Arte Visionária e Psicodélica.

Site oficial do Antar Mikosz

Quem é Alex Grey?

Arte Visionária é a tradução ou transmissão dos vislumbres do artista na imaginação divina. Eu acho que a forma mais alta de arte visionária é aquela que transmite a experiência mística que o artista visionário pinta dos reinos transcendentais a partir da observação, é isso que faz uma nova arte sacra.

Site do Alex Grey

Alex Grey Twitter

Quem é Allyson Grey?

Arte Visionária é uma arte que provém das visões interiores de um artista.

Allyson Gray, é uma pintora conceitual abstrata e co-fundadora do CoSM, Chapel of Sacred Mirrors, há muito tempo é mentora e influenciadora do movimento contemporâneo de Arte Visionária.

Site da Allyson Grey

Reverendo Albert Lee Wagner

Reverend Albert Lee Wagner: Miracle At Midnight
Reverend Albert Lee Wagner: Miracle At Midnight

Albert Wagner nasceu em 22 de janeiro de 1924 em Crittenden County, Arkansas. Ele morava com seus três irmãos e sua mãe profundamente religiosa, que os sustentava trabalhando nas plantações de algodão. Quando tinha cinco anos, costumava fazer aviões e carros com lama em sua varanda de trás. Ele se lembra de sua mãe dizendo: “Filho, se eu pudesse te mandar para uma escola de arte, você poderia ser alguém”. No entanto, aos 13 anos, Albert foi nomeado chefe de sua família e teve que começar a sustentar sua família.

Em 1941, quando Albert tinha 17 anos e em busca de um trabalho mais lucrativo, mudou-se com a família para Cleveland. No ano seguinte, ele conheceu e se casou rapidamente com o “amor de sua vida”, Magnólia. Em três anos, Albert criou uma empresa de mudanças de móveis e começou uma família. Nos quinze anos seguintes, seu negócio floresceu e sua família cresceu, mas ele abandonou muitas de suas crenças religiosas e se tornou um escravo do sexo, do vinho e das mulheres. “O sexo me amarrou e acorrentou. Eu era como o Wolfman. No momento em que o truque da luxúria atraiu minhas narinas, foi como se eu tivesse presas. Meu corpo voltou para a besta. ” Albert começou a sustentar secretamente três famílias, o que resultou em 20 crianças. Sua esposa Magnolia, que deu à luz 15 desses filhos, descobriu sobre as outras famílias e o deixou após 20 anos de casamento. Albert nunca se recuperou dessa perda.

Reverend Albert Lee Wagner
Reverend Albert Lee Wagner

 

A vida de Albert continuou sua espiral descendente quando sua complicada teia de mentiras e pecados começou a se desfazer. Pouco antes de completar cinquenta anos, ele cometeu um ato tão hediondo que sentiu que sua alma estava realmente perdida. No entanto, na noite de seu aniversário, sua vida mudou drasticamente. “Estava me preparando para a minha festa e vou para o porão. Havia uma tábua velha no chão com gotas de tinta. Aquele velho pedaço de madeira começou a falar comigo. ” Este foi o momento de sua primeira revelação espiritual. Deus “falou” com Albert por meio daquele quadro e disse-lhe que a pintura lhe ofereceria a salvação. Naquela noite ele começou a trabalhar com as imagens que apareciam na madeira e o resultado foi uma peça furiosamente expressionista chamada “Milagre à Meia-Noite”. Albert pintou religiosamente desde então. “Toda a minha vida quis pintar. Eu simplesmente não sabia como. Deus dá instruções e você tem que segui-las. ” No rastro dessa epifania, ele construiu uma nova vida para si mesmo, desistiu de seus negócios, parou de fazer gatinhos, tornou-se um ministro ordenado e se dedicou como artista em tempo integral e pai de família.

Albert morava em uma rua minúscula em um bairro violento e infestado de crack em East Cleveland, Ohio. As pessoas que vivem na rua referem-se à sua casa impressionante como a “Casa Voodoo” devido às imagens religiosas e enigmáticas que adornam o exterior. Estampadas na fachada roxa da casa multicolorida estavam as frases “Venha para casa, Etiópia” e “Jesus te ama”. Um totem laranja quebrado estava plantado no jardim da frente e esculturas de boliche, troncos de árvore e cabeças de manequim adornavam a varanda da frente. A casa servia tanto como museu para suas obras de arte quanto como santuário para seu ministério. Albert trabalhou em seu estúdio caseiro criando mais de 3.000 pinturas e esculturas por 32 anos, até sua morte em 1º de setembro de 2006 aos 82 anos.

Moses and the Burning Bush de Ernst Fuchs

Moses and the Burning Bush by Ernst Fuchs
Moses and the Burning Bush by Ernst Fuchs

Ernst Fuchs foi um pintor, desenhista, escultor, arquiteto, cenógrafo, compositor, poeta e cantor austríaco, um dos fundadores da Vienna School of Fantastic Realism.

Rimbaud

Jean-Nicolas Arthur Rimbaud
Jean-Nicolas Arthur Rimbaud

Torna-se um visionário por uma desordem longa, imensa e racional dos sentidos.

Jean-Nicolas Arthur Rimbaud foi um poeta francês. Produziu suas obras mais famosas quando ainda era adolescente sendo descrito por Paul James, à época, como o poeta de língua francesa que soube desde a qualidade dos sentidos manifestar sua poesia e predileção pela linguagem humana. Wikipédia